A lembrança violenta.



 O bairro que já foi considerado o lugar mais perigoso do mundo em 1996, pela ONU, e que fez parte do "triângulo da morte" formado por três bairros do extremo Sul de São Paulo, com Capão Redondo e Jardim São Luís, com maiores números de crimes do mundo, ainda sofre com essa fama.

O bairro teve, e ainda tem, lideres que lutavam para que o título de bairro mais perigoso do mundo ficasse apenas nas lembranças dos moradores mais antigos, e que a nova geração não seja tão marginalizada.

Enoque dos Santos, morador do bairro desde a década de 90, compartilha suas memórias:


"Lembro que quando cheguei de Alagoas para morar em São Paulo, o bairro não tinha nada, ruas sem asfaltos...Parecia que não tinha saído do Nordeste. Com o tempo as coisas foram melhorando, mas ainda tinha que andar 2km para pegar o ônibus mais próximo. Pra 'arrumar ' emprego que era mais complicado, as empresas não pegavam gente daqui, falavam que era longe, que não dava". 

Elias dos Santos, irmão de Enoque complementa:

"Era complicado, os 'morador' acabavam sofrendo por causa de um ou outro. Achei que teria mais oportunidades em São Paulo"

Enoque e Elias comemoram aniversário de 26 anos, Jardim Ângela, 1995 (foto pessoal).



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