O bairro além das Manchetes.

 


Escola do bairro, 2015 (foto pessoal) Dança de Capoeira.


Apesar das manchetes passarem um certo terror para o moradores do bairro, a esperança dos moradores seguia e segue firme.


Maria Verônica, moradora do bairro desde 1994, fala que problemas enfrentados na época, mas afirma que a alegria e o companheirismo dos vizinhos era algo comum no bairro. 


"Na época que vim pra cá, mal tinha energia elétrica, eram poucos que tinham. A nossa rua principalmente. Não tinha nada perto, nem escola, nem creche, nem postos de saúde. Com as meninas foi mais fácil, agora quando o Emanuel nasceu, a ambulância me levou até São Roque, que por incrível que pareça era o hospital mais perto que tinha disponível, era tudo muito dificil, mas eu tinha amigas, amigas de verdade no bairro. Que me ajudaram muito com vocês, o bairro tem umas questões complicadas, como todos têm, mas criar filhos em lugares assim, é preocupante pra qualquer mãe. Eu não tinha muita paz, saía do trabalho correndo pra ver vocês, mas as mães do bairro criaram uma aliança muito forte, uma cuidava do filho da outra. Uma ajudava a outra em qualquer coisa que precisasse, e isso era ótimo. E as festas aqui sempre são muito animada, hoje estou mais tranquila, mas aproveitei muito aqui"

E sobre a educação ?

"As escolas aqui são ótimas, meus 3 filhos tiveram oportunidades que eu não tive. Aprenderam ler rápido. Os professores sempre apoiaram muito, se preocupavam de verdade, projetos que incluíam as crianças.

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